sábado, 15 de setembro de 2012


      Bom, mesmo sabendo que esse livro já foi lançado há algum tempo, eu precisava fazer um poste para esse livro, que prendeu minha atenção desde a primeira vez que li seu título e pus meus olhos nessa capa, (que vamos combinar é muito linda) mas ou menos uns dois anos atrás. Perdida - Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo.
       Sofia Alonzo é uma mulher independente, como muitas outras do nosso tempo, trabalha numa empresa com um chefe insuportável, é completamente incapaz de viver sem tecnologia, está solteira, e se recusa terminantemente a acreditar que qualquer história de amor possa funcionar fora dos livros. Prova disso é sua reação ao descobrir que sua melhor amiga Nina, vai morar com seu namorado, ela fica atônita, completamente incapaz de entender como alguém pode fazer algo tão louco como casar. Neste mesmo dia, ela deixa seu celular cair na privada e acaba sendo  forçada a comprar um novo, com uma vendedora estranha e acaba indo para no século XIX! Chegando lá ela fica completamente "perdida", até conhecer Ian Clarke, um  cavalheiro, no melhor sentido da palavra, lindo, perfeito e maravilhoso, com olhos hipnotizantes e um sorriso encantador ( do tipo que dá taquicardia!) que a ajuda (de graça!), sua irmã Elisa, um amor de pessoa seja dito de passagem, e Teodora, que não é lá a melhor pessoa do mundo é um pouco afetada e implicante, mas você aprende a gostar, eu pelo menos aprendi. Ah, e como esquecer da Madalena e do Gomes, empregados na casa do Ian, tão amáveis que parecem pais.
       Perdida é um livro incrível, que eu não conseguia parar de ler, a Sofia é hilária, ela é capaz de te fazer chorar de rir em alguns momentos; o Ian, bom, ele é incrível, meigo, tão perfeito que eu não consigo encontrar um adjetivo bom o suficiente!
       Carina Rissi fez um ótimo trabalho, é um livro maravilhoso, com uma história original, bem bolada, bem escrita, que tem todo o charme do século XIX, com os vestidos bufantes, as regras da sociedade, tudo narrado de uma forma que transmite a mesma estranheza que sentiríamos na situação da protagonista, mas que várias mulheres gostariam de experimentar (foi exatamente esse meu calcanhar de Aquiles!). O romance entre Sofia e Ian é lindo, sensível e muito intenso, e ainda mais cativante por ser a primeira vista um amor impossível, já que ele é quase 200 anos mais velho que ela. Honestamente eu me senti agoniada, já que era um romance com data de validade curta e desconhecida, que te faz imaginar constantemente quando ela será forçada a ir embora, já que o mesmo celular que a levou para lá também recebe mensagens da velhinha misteriosa que vendeu o telefone. Na minha humilde opinião um livro bom, é aquele que desperta emoções, e nesse quesito Perdida é um livro, como dito antes, maravilhoso, me fez rir, sorrir como uma doida, chorar desesperadamente até perder o fôlego, e o mais importante, amar os personagens ao ponto de ter uma ressaca literária de dias! E para a minha, a sua, a nossa alegria, vai ter uma continuação!!!!!!!
        O único porém desse livro é o fato de ter sido lançado aproximadamente há dois anos atrás em São Paulo, e não ter chegado ao Rio de Janeiro! Se nós podemos ter autores internacionais aos baldes espalhados por todo o país, por que não fazer um pequeno esforço para que o livro seja lançado também em outros estados? Quem sabe até mesmo em outros países?, tenho certeza de que a história dá conta do recado!!
        De qualquer modo, é isso aí! Leia esse livro do jeito que der, e quando puder compre, ele acabou de se tornar meu livro favorito!!!!!


 "Oh, Deus, por favor! Permita que eles já existam, por favor! ...— Cadê os banheiros? — perguntei em pânico.
— Banheiros?
Ah, Não!
Não! Não!

Observei a casinha por um longo tempo. Era surreal demais!
A casinha era exatamente isso, uma casinha de madeira, há quase um quilômetro da casa imensa. Era tão baixa que alguém precisaria se abaixar para entrar nela, até tinha uma pequena janela. Dentro, havia algo parecido com um caixote de madeira com tampa e dois buracos lado a lado na tampa.
Pensei um pouco sobre os buracos. Pra que dois? Seria buraco para líquidos e buraco para sólidos? Ou seria para interação social. Você convida alguém para ir até a casinha e bate um papinho enquanto faz... a oferenda?"


"Minha visão ficou turva pelas lágrimas e não pude ver quando sua boca me capturou num beijo desesperado. Respondi com a mesma paixão, como se minha vida dependesse daquele beijo. Ian me apertava tanto que pensei que pudesse quebrar alguma coisa dentro de mim. Era como se tentasse me segurar ali apenas com a força de seus braços. E eu queria, desesperadamente, que ele fosse capaz disso, que não me deixasse voltar, por que eu já estava em casa."

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